#Chope1 Janaína Fukai

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Despretensiosamente, nosso encontro aconteceu no dia do jornalista, (7 de abril) e na véspera em que eu me mudaria para São Paulo. A Jana foi a primeira pessoa a saber sobre o projeto, é uma das minhas melhores amigas e topou ser minha entrevistada. Confesso que ainda sou meio receoso, aliás, é o primeiro post, mas com o tempo vamos pegando as manhas.

Resolvemos ir até o Serramar Shopping, procuramos por alguma promoção de Chope e encontramos uma no Divino Fogão: Chope em dobro até às 20 horas. Já era por volta das 18:30, ambos tínhamos acabado de sair dos respectivos empregos, então a proposta soou como interessante.

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Para acompanhar o chope, pedimos nuggets e cebola empanada, do Burguer King. Conheci a Janaína em 2011, quando ambos trabalhávamos no Centro Universitário Módulo. Nosso primeiro contato não foi dos melhores. Tínhamos um mensageiro instantâneo (tipo MSN) na empresa e eu tinha “chamado a atenção” dela. Ela ficou furiosa, veio até o departamento onde eu trabalhava, e disse: “Não chama minha atenção no Spark! Eu estava fazendo algo importante e travou toda minha tela”.  Ela foi tão dura que eu fiquei muito sem graça. Algum tempo depois, ela voltou na sala e pediu desculpas pela atitude e somos amigos desde então.

Cearense, nascida na capital, Fortaleza, morava em Ubatuba antes de se mudar para Caraguatatuba, lugar onde mora com o marido, Junior. Eles são casados há 3 anos. Janaína Pereira de Castro tem 29 anos e é formada em Produção de Multimídia e Comunicação Social – Jornalismo. Há oito anos trabalha no Centro Universitário Módulo (instituição do grupo Cruzeiro do Sul Educacional) e é responsável pelo departamento de Comunicação & Marketing da Instituição.

Em nosso bate papo, a primeira pergunta que faço é: De onde vem esse Fukai? Ela me contou que na adolescência, ouvia muito j-pop (música japonesa). Ia na lan house e baixava muitas músicas pelo Kasaa e Emule. Uma dessas músicas, é a Fukai Mori, da banda “Do As Infinity”. Fukai Mori significa Densa Floresta e ela sempre gostou desse significado. Ao entrar para o curso de jornalismo, eis que precisava assinar sua primeira matéria. Percebeu, que precisava de um nome forte e decidiu adotar o Fukai. “Também pensei em usar o apelido de um avô – Nuvueiro. Mas se você coloca Janaína Fukai no Google, só tem eu”, brinca.

Quando resolveu entrar na faculdade, tinha pensando em fazer história, pois um professor na época do colégio a inspirava. Também pensou em fazer arquitetura, mas foi selecionada com uma bolsa de 100% para o curso de Produção de Multimídia. Na época, Janaína já estava com as passagens compradas para passar uma temporada na Espanha, com sua amiga Marley.

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Na época em que cursava Multimídia, morava em Ubatuba, acordava às 5h30 para ir a faculdade, de lá, ia para o seu trabalho na época. Ela era vendedora em uma loja de surfe. (curiosidade: Jana foi surfista durante 10 anos!).

No último semestre do curso, deixou seu currículo e portfólio no departamento de Comunicação da faculdade. “Na época, eu ganhava uma bolsa de R$ 190, lembro que não pagava nem minha passagem, mas eu já estava feliz em estar atuando na área”, conta ela, que diz ter aprendido muito com a jornalista Agnes Arruda, sua chefe, na época.

Desde a adolescência gostou de escrever e mantinha diversos diários. Além disso, sempre foi muito curiosa e como já estava no departamento de comunicação da empresa, resolveu cursar jornalismo. “O curso ajudou muito na minha carreira. Levava para o trabalho tudo o que aprendia na sala de aula e vice-versa”.

Em meados de 2012, eu e Janaína vivemos uma fase que para mim, foi inesquecível. Confesso que hoje, não tenho pique para a vida que levávamos. Era balada todo final de semana.Chegávamos em casa de manhã. Foi em um desses rolês, que Jana conheceu o Júnior, seu marido há três anos. “Quando o vi, achei bonito e diferente, ele me chamou a atenção”, revela.

Em 24 de janeiro de 2012, os dois “ficaram”, ele começou a frequentar a casa dela, começaram a namorar e um dia, Junior disse: vamos nos casar? Jana disse: vamos. Casados há três anos, eles são “pais” do Sushi, um poodle de 1 ano. O cãozinho, é um estágio para os futuros planos do casal: ela pretende engravidar no ano que vem. Para ela, o casamento é um marco, que sela um momento. “Quero dar um festão quando completarmos bodas de zinco (10 anos).

Nas horas vagas, Janaína gosta de visitar a família em Ubatuba, passear com o Sushi, assistir filmes, séries (ela tem minha senha da Netflix), ir ao cinema e tomar água de coco com o marido, na orla da praia. Musicalmente, é eclética e ouve de rock a Roberto Carlos.

Com 13 tatuagens pelo corpo, Janaína já teve piercing na língua, nariz, parte superior do lábio e alargador. Esse último, ela se arrepende. “Penso em fazer uma plástica, mas custa em torno de 3 mil reais”, revela.

De poucos amigos, ela não acredita em destino. Acha que tudo o que acontece, tem o seu motivo. Também não consegue se fixar em uma religião, mesmo já tendo frequentado diversas igrejas evangélicas, como Assembleia de Deus e Bola de Deve. “Não consigo sentir confiança nesses lugares. Acho que a igreja limita as pessoas”, finaliza.

Sobre nosso encontro: fui o primeiro a terminar os chopes, a maionese do Burguer King é maravilhosa e o molho barbecue é horrível! Esse foi o primeiro post, do maisde300chopes! Pelas minhas contas, restam ainda 309! Quem será o próximo?

Até mais (:

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